quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Trocando experiências





Olá meus queridos leitores! Como vocês estão? Espero que todos estejam bem, progredindo na luta contra o cigarro e felizes.

Como eu já havia adiantado nos últimos posts, conforme as crises de abstinência e os efeitos do processo de rehab vão diminuindo, o assunto acaba por ser um mero coadjuvante na vida de quem parou de fumar. Dessa forma, a quantidade de posts vai diminuindo.

Porém, o que me enche de orgulho é receber depoimentos como o da Simone, que esta parando de fumar e encontra aqui uma ajudinha extra para não desistir!

Parabéns Simone, continue na luta e conte comigo!

Segue o depoimento da Simone.

"Boa tarde!

Cheguei ao seu blog porque parei de fumar. 
Depois de mais de 15 anos fumando, estou há 15 dias sem fumar e confesso que estou um pouco obsessiva procurando por outras pessoas que também tenham conseguido parar. 
Adorei ler que agora você pode usar esmalte branco, porque foi uma das primeiras coisas que pensei quando venci a primeira semana. 
A minha história não difere muito da história de nenhum ex-fumante: fui criada com meu pai e mãe fumando em casa. Na adolescência comecei a fumar não tanto para ser aceita, mas para mim era algo normal. Depois veio a fase de balada e os fumantes sempre são mais sociáveis! Perdi meu pai com 18 anos e desde essa época (2001) venho dizendo que vou parar de fumar. Aí, agora em outubro, minha mãe teve pneumonia. A médica recomendou que ela parasse de fumar e eu (que já devia ter parado quando fiz 30 anos, pois era o que eu sempre prometia!) resolvi parar junto com ela, para ser mais fácil para nós duas. E cá estou: há 15 dias sem fumar, sem reposição de nicotina, sem antidepressivo, sem calmante nem hipnose. Confesso que eu achei que fosse ser mais difícil! Me preparei para o inferno! E acho que justamente por isso não foi tão ruim. Tive sim crise de abstinência nos primeiros 3 dias. Depois comecei a ter enjoo nos horários que eu costumava fumar (como de manhã cedo!), tive tonturas na hora das refeições, coceira pelo corpo todo lá pelo 10º dia de abstinência. Mas hoje, no 15º dia, estou bem! Feliz 15 dias pra mim!"

Se você quiser dividir sua história com a gente, mande um e-mail pra mim! tahytap@yahoo.com.br

Ah e por aqui esta tudo ótimo, 128 dias sem fumar!

SPH

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

111 dias sem cigarro



Ola queridos amigos!
Hoje vim dividir com vocês um texto que postei em um grupo do Facebook falando sobre meus 111 dias sem fumar.
Pretendo passar por aqui em breve para contar sobre meus dias nos Estados Unidos sem cigarro.

Beijinhos 

"Há 111 dias atrás eu entrava no hospital São Camilo com os pulmões em chamas! Só de me lembrar daquele dia meu corpo inteiro se arrepia. O simples fato de tentar respirar me fazia quase desmaiar de dor e o ar simplesmente não me vinha. Achei que estava morrendo.
Por sorte, estava com uma pneumonia leve. Sorte porque poderia ser um câncer. 
Nesse mesmo dia eu decidi que nunca mais colocaria um cigarro na boca e venho cumprindo bravamente minha promessa. 
Os 2 primeiros meses foram os piores, dores, tonturas, abstinência... Por várias vezes cheguei a acreditar que meu final seria em algum manicômio.
Nesse tempo, comecei a pesquisar na internet formas alternativas de driblar os momentos ruins e descobri alguns sites e blogs que me inspiraram a escrever meu próprio diário. Entre uma pesquisa e outra, encontrei um anjo da guarda chamado Solange. Li e reli seus textos diariamente para acalmar a alma e num belo dia, procurando por páginas que abordam o tema, encontrei o perfil da Solange e escrevi pra ela. Aos prantos pois estava a beira de um ataque de nervos! Disse o quanto seus textos me ajudavam e ela me indicou a alguns grupos como esse aqui. 
Solange, você salvou minha vida! 
Aqui encontrei pessoas maravilhosas e fortes que me deram um pouco de sua energia e me mantiveram firme na batalha!
No meio da minha batalha, tive um quadro de depressão muito forte e precisei de acompanhamento médico.
Com muito orgulho digo que acabo de voltar de uma viagem internacional que mexeu demais com meu psicológico e resisti bravamente ao cigarro. Fiquei 10 dias sem o remédio (sob orientação médica) e não senti diferença! 
Aos que estão começando, deixo aqui minha força! Não desistam! 

SPH"

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

I'm okay!




I know, I know... Abandonei vcs! 
Mas não foi por mau, juro! Comecei esse blog com o intuito de desabafar as dores de largar um vício maledeto e como toda rehab, as primeiras semanas são as piores. Muitas crises, muitas dores, muitos efeitos colaterais... Mas com o tempo elas vão diminuindo. E automaticamente a necessidade de desabafar também diminui.
Daqui dois dias comemoro, com muito orgulho, 3 meses sem cigarro.
As crises de abstinência quase não incomodam mais e quando aparecem, fica cada vez mais fácil de lidar com elas!
Hoje fui a minha última consulta com o psiquiatra. Tive alta do tratamento do tabagismo. Demais!
Agora vou cuidar da minha ansiedade, isoladamente, sem considerar que a abstinência seja um dos fatores que fazem de mim uma pessoa ansiosa! 
Ele diminuiu a minha dose do Bup. Agora tomarei 1 comprimido por dia. E em dezembro retornarei ao consultório para começar essa nova etapa!
Não pretendo abandoar ou excluir o blog pois sei que de alguma forma tenho conseguido ajudar algumas pessoas que estão nessa batalha.
É certo que, postarei cada vez menos. Tenham paciência e mandem suas mensagens pra mim sempre que precisarem!!
Bjos

SPH

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

As coisas começam a se acertar...

Vou começar me desculpando pela minha ausência. Meus dias têm sido muito corridos e sem muita novidade para compartilhar com vocês.

Acho que finalmente as coisas estão começando a fazer mais sentido, minhas crises de choraram praticamente não existem mais e meu namoro está melhorando a cada dia.

Vontade de fumar eu ainda tenho, bem menos do que antes mas ainda tenho e preciso me manter muito alerta para identificar a vontade chegando e já matá-la antes de se instalar.

Fora isso, tenho feito minhas caminhadas diariamente e estou amando ter fôlego para pegar ladeiras e caminhar por 1 hora e sentir que ainda aguentaria mais um pouquinho.

Tem sido muito bom receber mensagens de incentivo e perceber que de alguma forma estou ajudando pessoas que estão na mesma batalha que eu.


Vamos lá...
Boa semana!

SPH

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

"Doutor, eu acho que estou ficando louca!"





Foi assim que comecei a escrever o email para o meu psiquiatra. E acreditem, eu "aquela" semana delicinha onde todos os dias foram infernais.

Vamos lá... eu já falei sobre isso algumas vezes aqui no blog mas, nunca é demais ressaltar. O fumante vive um grande amor com o cigarro durante anos, só no meu caso, foram 14. Quantos casamentos você conhece que duraram tudo isso? Aí o fumante está lá todo pirulitão e de repente ele cai na real e descobre seu grande amor, na verdade quer acabar com ele e resolve pedir o divórcio.
Por mais que ele tenha sido o lado a pedir a separação, o processo é dolorido e lento.

Pois muito que bem, meu "divórcio" já esta com 59 dias. Me sinto uma pessoa totalmente diferente daquela que escreveu os primeiros posts. Estou mais forte, mais confiante e... mais doidona!

Tive mais um surto na TPM e adivinha pra que sobrou? Claro, para o namorado! Só que dessa vez a coisa foi séria, eu achei que meu namoro tinha ido pro ralo. Eu tive um acesso de loucura, pirei mesmo. Inventei um monte de histórias malucas na minha cabeça envolvendo até a ex dele que nem mora aqui no Brasil... fiz aquela lambança e saí tacando merda no ventilador, como diz o ditado. Não vou dar muitos detalhes pra preservar meu namorado (tadinho, pelo menos isso!). Só sei que brigamos, ele parou de falar comigo por 1 noite, não dormi nessa noite (sério, nem 1 min), chorei a noite inteira, fui trabalhar parecendo um zumbi e pensei que tinha perdido o amor da minha vida. O namorado, não o cigarro, ok?
Falei todas as merdas que uma sem noção poderia falar para um namorado... sério, passei dos limites mesmo!
O mais interessante é que a loucura dura algumas horas e depois eu volto ao normal e percebo o tamanho da cagada,
Depois de uma noite "super agradável" sem boa noite do namorado e sem pregar os olhos, minha primeira atitude foi escrever para meu psiquiatra, afinal de contas, a culpa é toda dele que deveria ter me internado e não fez!
Escrevi dizendo que estava ficando louca e que queria parar com o remédio. Ele me explicou que essas crises são comuns e que na verdade, estão acontecendo de forma reduzida (!) graças ao remédio que dá uma segurada na ansiedade e tende a dar uma acalmada. Ou seja, sem o remédio, eu já teria matado todo mundo! Porém, ele conseguiu perceber meu desespero e resolveu me atender no dia seguinte em seu consultório e resolvemos manter o remédio até minha próxima consulta, dia 20 de outubro.

Voltando ao lance com o namorado... eu mandei a resposta do médico pra ele ler e tentar me desculpar por eu ser uma completa idiota. Deu mais ou menos certo. Ele me ignorou o dia inteiro.
No final da tarde nos encontramos e para minha total surpresa (e dele também), quando eu o vi, minha reação foi abraçá-lo e chorar desesperadamente! Eu deveria ter dito alguma coisa, tentado explicar que ele era meu porto-seguro e que eu o amo demais e por isso ele está sendo meu alvo. Mas eu não consegui. Quando eu o vi, só consegui fazer oque eu venho fazendo escondido dele todos esses dias: chorei. Ele não esperava. Eu também não.
Eu estava totalmente exposta e entregue. Acho que não ter dito nada foi a melhor coisa, pois deixei que meus sentimentos transbordassem com minhas lágrimas. No final das contas, acho que eu precisava mostrar de forma explícita pra ele que minhas crises não eram propositais. Consegui mostrar pra ele o quanto me dói perder o controle as vezes e o tamanho do meu medo de perder o colo dele.

Prometi a ele e a mim mesma me policiar e identificar essas crises e tentar controlá-las.

Depois disso tudo, eu percebi uma coisa, mais um possível efeito colateral do BUP. Ele esta alterando meu ciclo menstrual, Li na bula que isso pode ocorrer.
Resumindo: eu fico apenas 1 semana no mês sem menstruar. O resto dos dias, fico com uma borra escura e fraca que só aparece quando eu uso o papel higiênico.
Na segunda-feira vou passar com a minha ginecologista só para ter certeza.
Dependendo do que ela me dizer, vou pedir ao psiquiatra para encerrar o tratamento com o remédio.
Me fez bem mas agora já está me causando muitos transtornos. Ele segura a ansiedade mas sei lá, estou com uma sensação ruim.

Notícia boa!
Conforme prometido, comecei a caminhar na volta do trabalho pra casa. Dá mais ou menos 1 hora de caminhada, todos os dias!! Estou amando!!

Bom gente, é isso.

SPH

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

A dor que ninguém vê




Quando decidimos parar de fumar nosso maior medo é sentir muita falta da nicotina, ter recaídas, não conseguir resistir às insistentes tentativas do seu corpo para te convencer a "dar só uma tragadinha".
Sim, tudo isso acontece e realmente, é um teste de força de vontade incrível. O bom é que passa, com o passar dos dias você vai se habituando a sua nova condição e a falta do cigarro começa a ser cada vez menos importante.
Porém, existe um sintoma que vem tomando grande importância nos meus dias... a depressão. Mesmo tomando um antidepressivo, eu me sinto triste, tenho crises de choro e perco a vontade de seguir a vida. É verdade que agora, 50 e tantos dias após meu último cigarro, esses sintomas são menos frequentes, mas ainda existem.
Lá no comecinho do blog eu comentei que parar de fumar é como perder um grande amor, lembra
Uma relação de 14 anos... mesmo sabendo o quanto está me fazendo bem ficar longe do cigarro, ás vezes eu ainda me pego desejando voltar pra ele. Amor bandido mesmo.
A diferença é que eu estou determinada demais para desistir. Meu relacionamento e a saúde dos meus pulmões estão em jogo.

Nem todos os dias são sombrios... acho que a maioria deles não é.

Mas quando a nuvenzinha escura resolve se instalar em cima da minha cabeça, parece que o mundo vai acabar. Minha vida perde completamente o rumo, eu choro e choro e choro e não consigo explicar exatamente de onde vem tanta tristeza e por fim, o vazio me invade... não penso em nada, não falo nada, não sinto nada. Entro em transe, num estado vegetativo. As pessoas falam comigo e eu as escuto mas não as compreendo.

Nem todo mundo entende o que esta acontecendo comigo... acho que só você, ex-fumante que esta lendo meu texto, consegue visualizar o que eu estou descrevendo.

E não basta as pessoas não te entenderem, elas precisam deixar bem claro que estão pouco se fodendo pra você.
Querem um exemplo?
Minha mãe é fumante, isso vocês já sabem. Pergunta se ela deixou de fumar 1 maldito cigarro quando esta perto de mim... NÃO! 
Eu não me sinto no direito de pedir a ela que apague o cigarro. Acho que a boa vontade e bom senso precisam partir dela. 
Mas eu fico bem chateada quando ela fuma dentro do carro quando estou com ela. Não é só pela questão de dar vontade ou não, acho que é mais uma questão de mostrar respeito, se solidarizar com a pessoa... enfim, a única coisa que eu posso fazer é não pegar mais carona com ela. 

A partir da semana que vem darei início a minha campanha "adios sedentarismo"... vou caminhar da empresa até minha casa, todos os dias! 
Dessa forma, além de eliminar alguns muitos kilos, vou poder aproveitar ao máximo minha capacidade de respirar sem dores e sem perder o folego no primeiro km.

Bom pessoas, é isso... obrigada mais uma vez por me permitir entrar aqui, desabafar e me queixar!

Só por hoje... 

domingo, 7 de setembro de 2014

Abstinência, recaída e mudanças

Estou há 47 setes sem fumar. Não fumei 951 cigarros e ganhei mais 3 dias de vida.
Juro que pensei que depois dos 30 dias estaria mais segura e não me sentiria na linha da faixa de gaza. Mero engano.
Nessas últimas 2 semanas, eu tenho sentido muita vontade de fumar. Na verdade não é vontade exatamente. É o hábito de descontar tudo no cigarro.
Meus dias têm sido muito tensos, cheios de mudanças e eu precisei me concentrar muito e lutar muito para não fumar.
Vocês bem sabem o tamanho do meu medo em ter uma recaída, né
Cada vez que a vontade vinha eu me concentrava nela, respirava fundo, tomava um copo d´água e continuava com minhas atividades. 
As crises de choro não param de jeito nenhum! Amanhã vou colocar isso em pauta na terapia. 

Essa semana eu tive a oportunidade de trocar idéias pelo Facebook com muitos ex-fumantes. De longa data, de pouco tempo, jovens, mais velhos... e todos foram bem claros: a abstinência dura pra sempre. 

O marido de uma amiga parou de fumar há 10 anos e me disse que de vez em quando ainda sente vontade de fumar quando vê alguém fumando. Fiquei besta!

Meu maior medo é a recaída... será muito frustrante. E é esse medo que mantém focada em não recair!
Não vou mais fumar! Ponto final!

Minhas últimas 2 semanas foram muito difíceis. A gente nunca esta preparada pra mudanças. Mesmo que elas tenham sido planejadas, quando chega a hora de colocar em prática, perdemos o chão.
Estou me adaptando a minha nova vida. Espero que eu me adapte bem e rápido.

Outra coisa sobre parar de fumar é que nos sentimos mais fortes e corajosos para enfrentar nossos problemas.
Hoje mesmo eu vou fazer isso... estou com o coração na mão mas vou fazer, Vou abrir a boca e falar o que eu penso sobre umas coisas para alguém que eu amo muito. Sabe quando você vai engolindo para não entrar em conflito? Não posso mais fazer isso! Preciso colocar tudo pra fora por que não tenho mais o cigarro para me consolar.
Então hoje, farei uma coisa que deveria ter feito há alguns dias atrás... Torçam!!

Vamos em frente nessa batalha!

Prometo que volto aqui em breve com um post decente, ok?

Boa semana!! SPH