domingo, 31 de agosto de 2014
40 dias sem fumar!
Tantas coisas aconteceram nesses últimos dias que eu nem tive tempo de escrever aqui, me desculpem.
Bom, 40 dias se passaram desde que eu comecei essa luta contra mim mesma. Passei por poucas e boas e vocês acompanharam. Senti todas as dores possíveis e impossíveis também, senti na pele como é que funciona uma rehab e hoje garanto a vocês que nunca mais colocarei um cigarro na boca. Passar por tudo isso de novo?! Nem a pau!!
É tudo muito intenso, muito dramático... o mundo parece se virar contra você e por muitas vezes você se questiona se é forte o suficiente. Você é! Eu sou! Somos!
40 dias depois, eu não sinto mais dores de cabeça, tonturas ainda ocorrem mas são bem menos frequentes, não tenho mais dores no peito, meu humor ainda oscila bastante e já quase não penso em fumar. Ainda penso no cigarro mas não me imagino fumando.
Porém, há uns 15 dias, ganhei um sintoma novo: tosse! Que desespero que dá! Pelamor!
No começo eu achei que estava gripando por que virei uma fabriquinha de catarro! Nariz entupido, peito carregado... aquele horror. Aí o namorado também ficou assim e começamos a achar que era devido ao tempo seco que esta aqui em SP. Mas alguns dias depois, o namorado melhorou e eu não. Quando eu melhorei do catarro, a tosse veio com tudo. Ás vezes seca, ás vezes com catarro. De manhã saía um catarro bem denso e com a cor bem forte, meio escura. No decorrer do dia, ia diminuindo e clareando. Mas a tosse não passa de jeito nenhum. Comprei pastilha, bala de hortelã, tomei chá quente e nada...
Foi quando me deu um estalo: será que essa tosse está ligada ao fato de eu ter parado de fumar?
Não precisei pesquisar muito para concluir que sim. Resumindo, isso acontece por que meu pulmão está eliminado a sujeira acumulada durante todos esses anos. Ou seja, quanto mais eu tossir, melhor. Sinal de que meu pulmão está se recuperando. Parei de reclamar da tosse!
Essa semana que passou consegui perceber como meu fôlego está nitidamente melhor. De segunda a quinta eu fiquei na casa do namorado (última semana lá, eu queria estar com ele). Para pegar o bus pra casa dele, eu tinha 2 opções: subir uma ladeirona e pegá-lo no ponto que ficava no final da ladeira ou dar uma volta gigantesca e pega-lo em outro ponto. No primeiro e no segundo dia, eu dei a voltona e perdi o ônibus. Cheguei na esquina e ele passou... ficava mais uns 20 minutos esperando. E para quem esta parando de fumar, ficar em ponto de ônibus é uma tortura, por que sempre aparece um fumando...
No terceiro dia eu arrisquei a ladeira e para minha surpresa, não cheguei morrendo no ponto de ônibus! Estava cansada, claro. Mas era por falta de condicionamento físico, não por conta do cigarro. Achei fantástico! Acho que o benefício do fôlego era o único que eu ainda não havia percebido efetivamente na minha vida.
Outro sintoma que não passa são as crises de choro... meldels!
Elas vêm do nada e vão embora do nada. Tá certo que esses últimos dias foram difíceis pra mim, tive alguns problemas pessoais mas, são situações que não mereciam toda essa importância, sabe? Não justificam uma choradeira de horas... Espero que isso passe logo. Meu namorado precisa muito do meu apoio agora e eu não posso começar a chorar do nada na frente dele. Não agora.
Bom, é isso pessoas... 40 dias. As dores do início foram substituídas por novas dores mas os benefícios são acumulativos e fazem todo o esforço valer a pena!
Mais um dia...
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
Feliz 30 dias pra mim!!
Hoje estou radiante! 1 mês sem cigarros, sem recaídas, limpa, limpinha!
Eu queria escrever tantas coisas mas não consigo organizar as idéias aqui!
Eu e o Bup estamos nos dando muito bem. Pelo menos, fazem 2 dias que eu não choro, não tenho enjoos e a cabeça dói menos. Falando em chorar... tem coisas que só acontecem comigo, caras. Sério.
Há muitos meses atrás, meu namorado decidiu se mudar. Vai dividir o apê com a mãe dele. OK? OK.
Ele deve se mudar semana que vem. Tudo planejado, nada de correria, sem desespero. Pois muito que bem. Segunda-feira, 20h eu começo a chorar DESESPERADAMENTE por que "vamos perder nosso cantinho". Doideira, né? Eu só sei que eram 05:30 e eu estava acordada AINDA chorando. Abri meu messenger e olhei, ele estava off havia 1 hora. Era o que eu precisava. Escrevi um texto quilométrico totalmente sem pé nem cabeça e enviei. Acreditem ou não, eu só consegui dormir depois de enviar a mensagem. Só que aí já eram 6 da manhã e eu precisava ir trabalhar. Sério, quando essa história de rehab acabar, eu vou comprar uma medalha pro meu namorado. Por que ó... não tá fácil me aguentar não... Eu ando testando demais o amor e a paciência dele ultimamente.
O engraçado desse dia foi que eu não fiquei o dia inteiro morrendo de sono. Sei lá. Só sei que saí do trabalho e corri pro melhor lugar do mundo EVER: o colo do meu namorado. Como eu me sinto bem no colo dele. Eu poderia passar o resto dos meus dias no colo dele. É quentinho, me acolhe, me acalma. Acho que estar com ele é o único momento em que o cigarro se torna um detalhe na minha vida. Eu esqueço completamente, não sinto vontade de fumar.
Voltando ao tema do blog...
Uma das coisas mais sensacionais desses 30 dias é relembrar como foram meus primeiros dias e ver como eu estou hoje.
Claro que com 30 dias eu não posso me achar uma ex-fumante mega power. Não posso baixar a guarda.
Mas é bom perceber que as dores do começo hoje quase não existem mais, que a vontade de fumar já está quase zerada, que a tristeza por não fumar esta virando felicidade.
Eu sei que devo muito, muito mesmo ao remédio. Por que sem ele, eu já teria perdido o namorado e matado uns 5. Sério. Não que o remédio seja milagroso mas, ele cuidou da minha ansiedade enquanto eu cuidava da minha abstinência. Foi um trabalho em grupo. Eu entrei com a minha determinação e o remédio entrou com o abraço apertado. Claro que toda essa ajuda não vem de graça, na camaradagem. Eu sofri muito com os efeitos colaterais dele. Mas valeu a pena.
E como hoje é uma data especial, eu comemorei pagando o almoço com as amigas e comprando um kit de tratamento para o cabelo que eu estava namorando há meses! E querem saber? Gastei menos do que se estivesse fumando.
Vamos celebrar mais um dia!! Hoje 30, amanhã 31...
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
O mundo não para só por que você parou de fumar
Cheguei a essa conclusão essa semana quando precisei, acho que pela primeira vez, pegar um ônibus. E foram 2 dias, viu?
Impressionante, o mundo inteiro resolveu fumar. Na minha frente! Porra brother, apaga essa merda!
No primeiro dia eu me auto-qualifiquei como uma fumante educada. Por que eu não tinha o hábito de fumar no ponto de ônibus. Eu parava na esquina, fumava e depois ficava lá na muvuca esperando o busão. Se ele demorasse muito e eu quisesse fumar novamente, eu voltava lááááá pra esquina. Nessa, com certeza o busão passaria e eu perderia. Quem nunca?? Mas voltando ao primeiro dia no ponto do bus...
Estou eu, linda, bela e loura super orgulhosa por ter subido o ladeirão sem sentir que meu pulmão saltaria pela boca, quando de repente chega um cara, surgiu do inferno só pode. Esse maluco para bem na minha frente e saca o maço de cigarro. Marlboro Light, o mesmo que eu fumava. E me acende a porra do cigarro! Whatta Hell????? Para melhorar, estava chovendo, ou seja, eu não tinha como sair do meu lugar! Por um lado eu fiquei feliz por ter sentido nojo do cheiro do cigarro... mas foi terrível! Ver o cara tragando... meldels como era bom quando eu fazia isso... nada, bom nada! Ó lá, seu bus chegou!!
Na segunda vez, eu fiquei feliz primeiramente por ter me sentado no banquinho do ponto de ônibus. Acho que nunca fiz isso em um ponto com mais alguém além de mim. Primeiro por que meu bus costuma passar rapidinho e segundo por que se ele não passasse, eu fumaria. E como eu disse, não fumava no ponto.
Aí tô lá de boas, curtindo um Bon Jovi no iPhone quando eu sinto um cheiro. Meu corpo todo ficou alerta. E eu farejei de onde ele vinha... um cara lá do outro lado... me senti péssima por ter tido essa reação. Mas aproveitei e olhei a minha volta. Eu estava bem. Ninguém estava fumando, só o carinha lá do outro lado. Aí eu pensei: eu não sou mais um incomodo para as pessoas. Nice!
Depois disso comecei a avaliar o mundo ao meu redor... parecia que todo mundo tinha resolvido fumar só pra me provocar! Não, eu parei de fumar e agora, do outro lado do muro, eu consigo perceber a quantidade de fumantes andando na rua, o quanto a fumaça deles incomoda quem passa perto. E o quanto é difícil resistir e não pedir um cigarro "emprestado". O nosso teste é diário, na rua, na empresa, no estacionamento do super mercado, na ida ao restaurante... meldels, como é difícil!
E nós temos que resistir, afinal, a vida continua. O tiozinho da banca de jornal está pouco se fodendo para sua rehab. A tiazinha do doce não tem nada com a sua rehab. A moça na sua frente também não. Talvez um dia eles precisem passar pelo que você esta passando e ninguém vai parar de fumar por causa deles.
O jeito é colocar a cabeça no lugar, focar na sua rehab, pensar no namorado, no filho, no cachorro, ligar pra alguém... se distrair e tentar não ser tão cruel consigo mesmo ao ponto de sair contando quantos fumantes estão do seu lado.
Meu teste não acaba quando eu chego em casa. Na verdade, acho que meu maior desafio é na minha casa. Minha mãe é fumante pesada e não está colaborando muito comigo. Não se esforça para não fumar dentro de casa, por exemplo. Eu não vou brigar, mas é foda!
Hoje eu tive um dia daqueles de fumar um maço só durante o dia. Estou com uma vontade doida de sair do meu quarto e correr pra pegar um cigarro. Claro que não vou fazer isso. Aí estou aqui tentando fazer alguma coisa que me distraía e de repente... pufff... sobe o cheirão do cigarro. Isso não é legal. Nem um pouco.
Enfim, pra fechar, nós precisamos ser fortes a cada dia. Quando você passa da fase da abstinência, fica mais fácil. Mas o cigarro está presente na sua vida e infelizmente, não tem como dar pause no mundo. As pessoas vão continuar fumando perto de você e você vai ter que lidar com isso. Depois chega em casa e chora, tudo bem. Mas não se entregue!
Amanhã tem post especial... voltem para conferir.
domingo, 17 de agosto de 2014
Parar de fumar dói. Desabafo.
Quando a gente resolve parar de fumar imagina que será um inferno. E realmente é. Mas o inferno que imaginamos é cheio de crises de abstinência, vontade de fumar que não passa, você já se imagina com insônia e com um mau humor daqueles.
Você acha que depois de algumas semanas tudo vai passar e o arco-iris surgirá no céu azul.
Só que quando você está lá, no miolo do furacão, o céu não é azul e o arco-iris nem da sinal de que vai aparecer.
Parar de fumar dói. Isso ninguém te conta, talvez por que a maioria não saiba.
Dói a cabeça, dói o peito e dói o coração. Você se perde da sua vida. Seu corpo inteiro luta contra a sua vontade de mudar!
Aí você começa a tomar remédios que irão te ajudar a sentir menos dor. Só que eles levam um tempo para funcionar sem nenhuma reação adversa e de repente você se vê chorando descontroladamente sem nenhum motivo aparente. Se olha no espelho e não se reconhece e não sabe dizer se a crise é abstinência ou remédio.
Essa semana aconteceu 3 dias. A última acabou de ocorrer. Meu coração vinha na boca, eu olhava a foto do meu namorado e caía no choro. DO NADA!!
Oque eu fiz? Chorei tchê! Por mais de uma hora! Fui tomar banho e chorei debaixo do chuveiro para ninguém me ouvir. Quando eu saí do banho, como que num passe de mágica, eu voltei ao normal. Um alívio e uma raiva ao mesmo tempo.
Ainda bem que eu tenho esse blog. Aqui dá pra desabafar sem ser julgada.
Minha segunda opção para desabafar é meu namorado mas tadinho... nessa última semana eu realmente coloquei a paciência dela a prova! Não me sinto a vontade pra falar com ele sobre isso. Não sei por que. Ele é meu melhor amigo. Deve ser por isso. Somos próximos demais e eu sei dos problemas dele que são muito mais importantes que o meu.
A sensação de não ter absolutamente nenhum controle sob seu estado emocional é terrível e meio desmotivador. Não é á toa que algumas pessoas simplesmente desistem e voltam a fumar.
Das outras vezes em que eu tentei parar não foi assim. Mas também eu não estava tão empenhada assim. Não deu tempo de sentir essas dores.
Mas, mesmo com toda essa instabilidade emocional, em nenhum momento eu pensei em desistir. Eu pensei em sair correndo na rua, em comer 3 caixas de chocolate, mas não pensei em desistir.
Vamos em frente!
Sobre não fumar, remédios e TPM
26 dias sem colocar um cigarro na boca. Se levarmos em consideração que há 27 dias atrás eu não conseguia ficar 8 horas sem o cigarro (tomando por base o tempo em que eu fico dentro da empresa), 26 dias sem nem ao menos tocar em um cigarro é muita coisa. Me sinto uma vitoriosa!
Não cheguei até essa marca sozinha, apesar de não saber até que ponto fui ajudada realmente e até onde minha determinação foi quem falou mais alto. O fato é que, lá pelos 15 dias sem cigarro eu comecei a enlouquecer, meu humor começou a oscilar muito e todos os sintomas da abstinência se juntaram a todas as dores de parar de fumar e eu achei que não ia conseguir.
Busquei ajuda médica e estou me medicando e é sobre meus primeiros dias com o remédio que eu venho falar com vocês.
Primeiramente, nunca, nunquinha, NEVER, tome qualquer medicamento para auxiliar no processo de parar de fumar sem consultar um médico. Faça isso por amor a sua vida. Procure um médico antes.
Eu vou colocar o nome do remédio que estou tomando por que sei que ele é receitado à grande maioria das pessoas que estão largando o tabagismo. Eu passei a semana inteira buscando informações e depoimentos de usuários desse medicamento e não consegui muitas respostas sobre efeitos colaterais e eficácia no tratamento então, espero poder ajudar pessoas que estão na mesma situação que eu e caso você esteja usando o mesmo remédio, ou já usou, comente sua experiência.
A primeira pergunta que me veio a cabeça foi que médico procurar. Na verdade, não existe um médico específico tipo, cardiologista para problemas do coração. Geralmente, a pessoa que para de fumar procura um pneumologista ou um psiquiatra (não há uma pesquisa sobre isso, eu cheguei a essa conclusão sozinha lendo e conversando com pessoas que estão se tratando). Eu procurei os dois! A grande verdade é que o fato de eu precisar de um pneumologista foi o que me motivou a parar de fumar e o psiquiatra entrou na história quando eu resolvi tratar meu tabagismo como uma doença, um vício.
Meu pneumologista me aconselhou a começar com os adesivos. Meu psiquiatra além dos adesivos me receitou um antidepressivo para me ajudar a segurar a ansiedade, a Bupropiona.
Veja aqui o que aconteceu quando eu usei o adesivo.
Sobre a Bupropiona...
A primeira coisa que você faz antes de começar a tomar um remédio que você sabe que tem efeitos colaterais é ler a bula e ver o que pode te acontecer nos próximos dias. Pelo menos, eu faço isso.
Me deparei com a seguinte lista de reações adversas (pra facilitar já vou dizendo se eu apresentei ou não):
Muito comuns:
- Insônia: Não tive, pelo contrário, desde que parei de fumar sinto muito sono.
- Dor de cabeça: Um pouco. Na verdade é mais uma pressão do que uma dor.
- Boca Seca: Passei a tomar 2 litros de água por dia.
- Distúrbios gastrintestinais, por exemplo, náuseas e vômitos: São não tive vômito. Mas chegaram a cogitar a hipótese de eu estar grávida devido a quantidade de náuseas.
- Urticária: Não
- Perda de apetite: Completamente
- Agitação: Não percebi nada
- Sentir-se ansioso ou depressivo: Sim, mais depressivo do que ansioso.
- Tremores: Um pouco
- Vertigem: Um pouco
- Mudanças no paladar: Não
- Dificuldade de concentração: Total
- Dor abdominal: Sim
- Constipação: Um pouco
- Erupção Cutânea: Não
- Coceira: Não
- Distúrbios de Visão: Não
- Sudorese: Não
- Febre: Não
- Fraqueza: Um pouco
Nos primeiros 5 dias eu deveria tomar 1 comprimido por dia de manhã e depois passar para 2 comprimidos sendo um de manhã e outro até as 16h.
Nos 3 primeiros dias eu não tive muitas reações. Somente um desconforto (uma dor que parecia que ia me dar "aquela" diarréia) no segundo dia e uma leve sensação de estar meio no mundo da lua.
O bicho pegou do terceiro dia em diante e aí já aproveito para emendar o terceiro assunto do post.
Vamos voltar um pouquinho...
Eu comecei a tomar o BUP na sexta-feira, mesmo dia em que contei para meu namorado que eu tinha voltado a fumar. Ele ficou mega chateado e me disse coisas que eu não merecia escutar mas, quem sabe mais pra frente eu conclua que mereci.
No sábado, nós tivemos um dia agradável e no domingo também.
Na segunda-feira eu estava insuportável e nós discutimos... e eu chorei o dia inteiro na empresa e em casa. Na terça-feira idem. Ele ainda estava chateado, logo, não queria falar comigo, não respondia minhas mensagens e eu passei mais um dia chorando... e resolvi ir na casa dele após o expediente.
Na quarta-feira eu estava eufórica! Super animada!
Na quinta-feira, já estava um pouco chorona novamente.
Na sexta-feira, eu passei o dia triste e com muito enjoo após o almoço. A noite, fui jantar com uns amigos e do nada, assim, no meio da rua, sem que nada tenha acontecido, eu comecei a me sentir enjoada e com muita tontura. E obviamente, mais uma crise de choro que foi devidamente engolida e abafada.
A sorte foi que meu namorado estava junto e estávamos perto da casa dele.
Porém, meia hora depois, eu estava novinha em folha, como se nada tivesse acontecido. Só fiquei com uma dor, uma cólica que ia e voltava a noite inteira.
Sábado, tudo ótimo. Só continuei com as cólicas mas, nada grave.
Hoje, domingão eu me sinto bem. Ainda não tive nenhum sintoma.
Ah, uma coisa que é recorrente e sempre sinto: uma pressão na cabeça seguida de uma sensação de estar no mundo da lua. Isso acontece sempre.
Essa semana iniciou-se meu período de TPM. Por isso, todas essas crises de choro, humor e carência podem ter sido aumentadas.
Geralmente, minha TPM era combatida com cigarro. Eu fumava muito mais. E esse é provavelmente o primeiro mês que eu tive que enfrentá-la sem fumar. Aí bateu com os primeiros dias do antidepressivo e ferrou tudo.
A boa notícia é que essas reações devem sumir em 15 dias. Já se passaram 10. Só faltam 5. Eu posso aguentar.
O remédio está cumprindo bem seu papel. Eu não tenho mais vontade de fumar, estou mais tranquila com relação a ansiedade. Parei de comer o dia inteiro e de mordiscar a tampinha da caneta. Meu humor melhorou um pouco. Ando meio sem paciência ainda mas, está melhor do que alguns dias atrás.
Eu recomendo muito que todos procurem ajuda médica. Na minha opinião, tudo o que for feito para diminuir a dor e amenizar o sofrimento é válido.
terça-feira, 12 de agosto de 2014
Papo de amigas - Depoimento
Como o Blogger é do Google, sempre que eu posto aqui, ele automaticamente compartilha meu post na rede social dele, o Google+.
E numa dessas, uma amiga de alguns anos, respondeu ao post contando que também estava na batalha.
Foi então que me surgiu a idéia de abrir um espaço aqui para que ela compartilhasse conosco sua história.
Se você quiser desabafar também, eu vou deixar aqui meu email e sua história será publicada com o maior prazer. Você pode participar anonimamente também, ok? Meu email é tahytap@yahoo.com.br
Antes de postar o texto, quero agradecer imensamente a participação da Paulinha e parabenizá-la pela iniciativa de parar de fumar. Que possamos comemorar juntar mais vitórias!!
Segue a mensagem dela na íntegra.
Eu comecei a fumar com 14 anos, em uma brincadeira com minhas primas de "ser mocinhas", desde então, até exatos 10 dias atrás eu era fumante compulsiva, fumava um maço de cigarro em um dia normal... Sem fazer nada, sentada no pc, ia fácil dois maços, e em baladas, cervejinha aqui, outra ali, não existia conta para quantos cigarros eu fumava...Ao longo desses 18 anos, o cigarro foi meu companheiro ao levantar, depois de comer, nos meus choros e angustias, nas minhas ansiedades, nas esperas pra qualquer coisa, principalmente em esperar o ônibus passar...Porém ao longo desses 18 anos eu, não conseguia correr, não tinha folego pra nada, semana sim outra não ficava com pigarros na garganta, tosse constante, dor no peito... Matei aulas na escola pra descer e fumar meu cigarrinho, perdi namorado por causa do cigarrinho, perdi oportunidade de trabalho por ser fumante... Sim fui excluída de grupos por ser fumante, fui chamada de fedida por ser fumante...Não que eu não me cuidasse, bem pelo contrário, sempre gastei fortunas com perfumes, porém o mesmo não fixava o cheiro, ou pelo menos eu não sentia que o cheiro estivesse em mim, e sempre ouvi alguém reclamar por causa do cheiro forte de cigarro que exalava de mim...Eu não sentia mais o cheiro das coisas, e pra sentir o gosto das coisas eu tinha que comer e comer e mesmo assim ainda não sentia... Arg, sem contar o beijo, meu marido também sendo fumante, beijo com gosto de cinzeiro, era horrível!!!Até que fui fazer um checape geral, não consegui terminar o exame Ergométrico, e o resultado do exame foi que eu estava com o condicionamento físico de uma idosa de 73 anos, com o colesterol á 249 (o normal sendo 220).Minha casa, as paredes todas amareladas por causa da nicotina, e sem contar que limpava e limpava, tacava desinfetante e acendia incensos, mas a casa estava sempre fedida... Procurei fazer um esporte pra me ajudar a sair do vício, e não consegui...Conversei com meu marido, que também já estava com a ideia fixa de largar o cigarro, procuramos um terapeuta que nos receitou um antidepressivo que com o tempo a pessoa perde a vontade de fumar... A pessoa toma o remédio e continua fumando, o aconselhável é que depois de uma semana tomando o remédio a pessoa marque um dia para realmente parar de fumar e continuar com o tratamento só com o remédio, porém no terceiro dia tomando o remédio, eu já não conseguia mais fumar... toda vez que acendia o cigarro, eu sentia um gosto horrível na boca e vontade de vomitar, logo apagava o cigarro. Eu comecei a tomar o remédio dia 26/07 e no dia 01/08 ás 23:00 eu fumei meu último cigarro e prometi ao meu marido e ao meu filho que não fumaria mais, desde então, nesses 10 dias eu não fumei e não vou fumar.Sim, tive vontade de fumar, principalmente ao me levantar, depois das refeições, sentada no pc trabalhando, no churrasquinho de dias dos pais, no nervosismo que passei... porém os contra conseguiram me segurar, eu consegui manter a mente, dizendo a mim mesma que eu não precisava daquilo, que eu era melhor e capaz de segurar qualquer bronca sem ter que recorrer ao cigarro... Então...Nesses 10 dias, minha respiração está melhor, minhas atividades físicas estão sendo feitas com mais vontade por mim, consigo dar as 50 voltas no tatame como pede o meu Sensei, minha casa está cheirosa, sim eu estou conseguindo sentir o cheiro de limpeza da minha casa, áh o perfume, ele tá fixando, e o meu cabelo, cheiroso, não fede mais a nicotina... Eu estou satisfeita por ter tomado a decisão de para de fumar, pois sei que estou fazendo bem a minha saúde e ao meu corpo,. Sim está sendo uma batalha, não é fácil, porém é prazeroso a mim mesma eu dizer que eu estou vencendo esse vício!!!
Parabéns Paulinha!!!!
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Feliz 20 dias sem fumar pra mim!!
Não sei muito bem o que dizer... esperava ter um monte de coisas pra contar mas, simplesmente não consigo reproduzir em palavras a felicidade que me domina por estar há 20 dias sem a merda do cigarro!
Foi fácil? Não, não passou nem perto de ser.
A vontade de fumar passou? Não, mas esta quase.
Oque mudou?
Hoje eu percebi que ver as pessoas fumando não me incomoda tanto.
Como eu contei lá no primeiro post, minha mãe é fumante. De vez enquando ela me busca no trabalho. Nos primeiros dias, era um sofrimento. Até por que, a delícia de sair do trabalho, era poder entrar no carro e fumar meu cigarrinho tranquilamente com a minha mãe.
Enfim, hoje ela me ofereceu carona e eu aceitei. Assim que ela ascendeu o cigarro eu fiquei apenas irritada. Não senti vontade de fumar, o cheiro me incomodou muito e me deu uma dor de cabeça horrorosa. Senti vontade de pedir para que ela apagasse mas não me senti no direito. Eu odiava quando alguém reclamava do meu cigarro.
Desde sexta-feira a noite meus dias têm sido mais difíceis. Meu segundo bom motivo para parar de fumar está me evitando. É estranho por que ele é/era a única pessoa com quem eu me sinto/ sentia à vontade para falar sobre minha vida. É meio assustador não ter certeza se ele vai continuar ao meu lado. Por minha culpa.
Mas enfim, o blog é sobre parar de fumar e eu não quero que vire um xororô. Não de amor.
Sobre a abstinência eu posso dizer que agora eu consigo sentir que está cada dia mais fácil vencer a batalha. Como eu relatei anteriormente, já consigo ver as pessoas fumando sem sentir vontade de fumar.
Mas o psicológico é foda, nosso cérebro é um belo de um filho da puta. Ele deveria ter sido espertão assim, há 14 anos atrás e me feito pensar antes de começar a fumar e não agora que eu estou tentando parar.
Voltando... o psicológico é a grande merda. o seu cérebro vai lutar diariamente contigo. Seu grande desafio é vencer o seu cérebro. Sua luta é consigo mesmo.
Mas com o tempo eu percebo alguma evolução. Sabe aquela sensação de estar faltando alguma coisa? Quase não tenho. Basicamente só ocorre após o almoço e quando eu saio da empresa. E passa mais rápido. Um copo d'água ou chiclete resolvem o problema. E respirar fundo também. Só que essa parte ainda dói, então eu faço menos.
Ah uma coisinha...
Hoje eu consegui sentir o cheiro do amaciante na minha blusa! Parece bobagem, mas eu fiquei tão feliz! Do nada, eu estava andando após o almoço e fui mexer na bolsa. Nisso, encostei o nariz na manga da blusa e senti o cheirinho de bebê. Explodi de felicidade, né?
São essas coisinhas que vão nos dando forças para continuar.
Hoje senti mais dores no peito do que nos outros dias e a concentração fugiu de vez... não consigo fazer nada por inteiro. Espero muito que essa fase passe logo por que dependo muito da concentração para trabalhar.
Outro cuidado que estou tomando é para não cair em depressão. Muitas coisas chatas estão acontecendo e eu estou muito mais triste do que estava no começo do tratamento.
Não vou fazer nada por enquanto pois estou na TPM e isso pode estar ajudando também. Se não melhorar, eu volto no médico.
É isso aí! Feliz 20 dias sem cigarro pra mim!!! :)
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