sexta-feira, 17 de abril de 2015

269 dias, quase 9 meses e uma vida toda pela frente.




Cá estou novamente passando para dizer que estou viva e muito bem, obrigada.

Em 5 dias completarei 9 meses sem fumar. Que conquista maravilhosa! Pra quem vem acompanhando meu blog (obrigada, de coração) sabe que chegar até aqui me custou alguns momentos de superação.
Parar de fumar é mais do que tomar a decisão de não colocar um cigarro na boca, é tomar a decisão de mudar sua vida todinha.
Eu me afastei de pessoas que não respeitaram minha decisão ou não estavam dispostas a me ajudar, deixei de frequentar lugares que eu gostava, nunca mais tomei café puro, nem cerveja e ganhei uma vida nova, ao lado de pessoas que se importam mesmo comigo, passei a caminhar e a ver a vida de uma forma mais saudável.
Só por que eu parei de fumar? Sim, só por isso.
Comecei a caminhar por que era legal sentir meu folego melhorando a cada semana e por que caminhando eu ocupava minha cabeça com as coisas que estavam ao meu redor e não pensava tanto no cigarro ou nos problemas.
Coloquei de lado todos os meus "amigos" que não foram capazes de me apoiar e se queixavam por eu ter parado de sair com eles nos primeiros meses e descobri que minha vida é bem mais legal sem eles.

Mas nem tudo são flores e eu ainda sinto (e muito) os efeitos colaterais do cigarro, principalmente no que diz respeito a dependência psicológica.

Estou há 9 meses sem fumar, sendo que os últimos 3 foram sem a ajuda de nenhum medicamento.

Quando eu parei de tomar o BUP, a mando do meu psiquiatra, minha vida virou de ponta cabeça de novo!
Eu não sentia vontade de fumar, mas eu tinha momentos extremamente depressivos. De querer morrer e tudo.
No começo, eu achava que era TPM fora de hora, esperei mais 1 mês pra ver se normalizava e nada. No terceiro, quando eu me vi querendo morrer de verdade, procurei minha ginecologista.
"Doutora, tenho 1 semana normal e o resto é TPM pura, quero muito morrer saindo daqui, então por favor, me ajuda."
Como nada vem em doses leves, ao mesmo tempo em que eu parei de tomar o remédio, a filha do meu namorado se mudou para o interior junto com a mãe e ele começou a ir pra lá aos finais de semana. Não todos. Mas naquele maldito mês, eu não o vi em NENHUM final de semana. Ou ela estava aqui ou ele estava lá e eu estava aonde? Chorando sozinha em casa pensando em como seria ÓTIMO se eu fosse a próxima na lista de Deus.
Nada disso seria um problema dessa dimensão em tempos normais onde eu sempre teria meu Marlboro Light velho de guerra me acalmando e me fazendo cada vez mais dependente dele. Mas eu não estou em tempos normais. E não tenho mais o Marlboro Light. E não estava na lista de Deus aquele dia.
Depois de 1h30 de choro, soluços e afins, minha médica me explicou que eu não estava com TPM porcaria nenhuma. Que eu estava era enfrentando meu monstro interior sozinha. E estava ganhando.
"Tahyta, apesar de estar sem fumar por 6 - 7 meses, você esta sem o remédio há 2. O remédio te ajudou na pior fase. Agora é contigo. O seu cérebro ainda se lembra do prazer da nicotina e ainda vai te pedir. Mas agora você esta preparada para dizer "não cérebro, fique na sua". Eu posso te receitar um outro remédio mas assim que você parar de usá-lo, as crises voltarão e assim será até que você encare sua nova condição sozinha e enfrente o seu monstro."

CARALHO PUTA QUE PARIU VAI TOMAR NO CU PORRA!!!

Saí de lá mais aliviada por que desabafei toda minha angustia e recebi uma explicação para o que eu estava sentindo. Mas a minha frustração era nítida. Não peguei a receita do anti depressivo. Ela me receitou um fitoterápico que eu também não comprei. Já que eu tenho que passar por isso, vamos passar de uma vez. Já estou na merda mesmo, o que vier é lucro.

1 mês depois, cá estou. Não quero mais me matar. As vezes bate uma deprê mas esta cada vez mais fácil de lidar.
Estou bem menos dependente do meu namorado também, o que tem ajudado bastante a ficar sem ele aos finais de semana e durante a semana e sempre que eu não posso vê-lo ou quando ele não quer me ver.

A vida continuou a abrir seu caminho pra mim.

Não sei se ainda terei mais uma reviravolta ou se já estou "curada". Mas estou bem. Venha o que vier. Estou pronta. Eu acho.

Sinto todos os cheiros, gostos e o mais importante: consigo respirar.

Tenho frequentado cada vez menos os grupos do Facebook e o Fórum. Vez ou outra eu apareço para dar uma força moral para quem está começando mas realmente, sinto que o cigarro não faz mais parte da minha vida e não tenho mais vontade de falar dele.

Espero que você que esta lendo esse texto, um dia pense "nossa, bem que eu li naquele blog..." e siga em frente.

Eu estou seguindo. E estou me redescobrindo.

Boa sorte e não desista. Por pior que seja, vale a pena.

Beijos

SPH


sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

171 dias sem você e eu ainda sinto sua falta.

Serio, quando eu comecei esse blog meu único intuito era o de poder desabafar minha dor sem precisar fazer de conta que não percebia a falta de fé que as pessoas tinham em mim.
O blog me ajudou muito nos primeiros dias por que, eu passava muito tempo escrevendo e isso me distraía. Depois eu comecei a perceber que além de desabafar minha dor, eu estava ajudando outras pessoas que estavam na mesma situação que eu.
Meu blog não é mega pop, não tem 1 milhão de visitas por dia, mas, vez ou outra eu recebo um e-mail de alguém que entrou aqui, leu meus posts e se inspirou a continuar por mais um dia sem fumar.

Bom, pelo título do post de hoje vocês já podem imaginar que não está tudo bem, ne?
Antes de desabafar, deixa eu contar a parte boa.
Em novembro do ano passado eu fiz um cruzeiro nos EUA e conheci o Kiss! A banda da minha vida! Fiquei 9 dias em Miami e... 9 dias sem o BUP! E sobrevivi! Claro que, às vezes me dava uma vontade de fumar, mas eu logo dava um jeito de desviar o assunto e esquecia.
Ainda não larguei o BUP por que agora estou tratando da ansiedade, recebi alta do tratamento contra o tabagismo. Meu médico diminuiu a dose e vou largando aos poucos!

A parte ruim é que minha vida está uma bosta imensa e eu não consigo parar de pensar no cigarro há 1 mês!! E nessa última semana, está pior! Estou depressiva!

Acho que meu namoro, que resistiu a tantas crises de abstinência, está indo pro vinagre. Preciso mudar de emprego. Preciso assumir o comando da minha vida de novo!

Eu gostaria de me importar menos com ou outros, depender menos do carinho das pessoas que eu amo... Por que só eu amo.


SPH

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Trocando experiências





Olá meus queridos leitores! Como vocês estão? Espero que todos estejam bem, progredindo na luta contra o cigarro e felizes.

Como eu já havia adiantado nos últimos posts, conforme as crises de abstinência e os efeitos do processo de rehab vão diminuindo, o assunto acaba por ser um mero coadjuvante na vida de quem parou de fumar. Dessa forma, a quantidade de posts vai diminuindo.

Porém, o que me enche de orgulho é receber depoimentos como o da Simone, que esta parando de fumar e encontra aqui uma ajudinha extra para não desistir!

Parabéns Simone, continue na luta e conte comigo!

Segue o depoimento da Simone.

"Boa tarde!

Cheguei ao seu blog porque parei de fumar. 
Depois de mais de 15 anos fumando, estou há 15 dias sem fumar e confesso que estou um pouco obsessiva procurando por outras pessoas que também tenham conseguido parar. 
Adorei ler que agora você pode usar esmalte branco, porque foi uma das primeiras coisas que pensei quando venci a primeira semana. 
A minha história não difere muito da história de nenhum ex-fumante: fui criada com meu pai e mãe fumando em casa. Na adolescência comecei a fumar não tanto para ser aceita, mas para mim era algo normal. Depois veio a fase de balada e os fumantes sempre são mais sociáveis! Perdi meu pai com 18 anos e desde essa época (2001) venho dizendo que vou parar de fumar. Aí, agora em outubro, minha mãe teve pneumonia. A médica recomendou que ela parasse de fumar e eu (que já devia ter parado quando fiz 30 anos, pois era o que eu sempre prometia!) resolvi parar junto com ela, para ser mais fácil para nós duas. E cá estou: há 15 dias sem fumar, sem reposição de nicotina, sem antidepressivo, sem calmante nem hipnose. Confesso que eu achei que fosse ser mais difícil! Me preparei para o inferno! E acho que justamente por isso não foi tão ruim. Tive sim crise de abstinência nos primeiros 3 dias. Depois comecei a ter enjoo nos horários que eu costumava fumar (como de manhã cedo!), tive tonturas na hora das refeições, coceira pelo corpo todo lá pelo 10º dia de abstinência. Mas hoje, no 15º dia, estou bem! Feliz 15 dias pra mim!"

Se você quiser dividir sua história com a gente, mande um e-mail pra mim! tahytap@yahoo.com.br

Ah e por aqui esta tudo ótimo, 128 dias sem fumar!

SPH

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

111 dias sem cigarro



Ola queridos amigos!
Hoje vim dividir com vocês um texto que postei em um grupo do Facebook falando sobre meus 111 dias sem fumar.
Pretendo passar por aqui em breve para contar sobre meus dias nos Estados Unidos sem cigarro.

Beijinhos 

"Há 111 dias atrás eu entrava no hospital São Camilo com os pulmões em chamas! Só de me lembrar daquele dia meu corpo inteiro se arrepia. O simples fato de tentar respirar me fazia quase desmaiar de dor e o ar simplesmente não me vinha. Achei que estava morrendo.
Por sorte, estava com uma pneumonia leve. Sorte porque poderia ser um câncer. 
Nesse mesmo dia eu decidi que nunca mais colocaria um cigarro na boca e venho cumprindo bravamente minha promessa. 
Os 2 primeiros meses foram os piores, dores, tonturas, abstinência... Por várias vezes cheguei a acreditar que meu final seria em algum manicômio.
Nesse tempo, comecei a pesquisar na internet formas alternativas de driblar os momentos ruins e descobri alguns sites e blogs que me inspiraram a escrever meu próprio diário. Entre uma pesquisa e outra, encontrei um anjo da guarda chamado Solange. Li e reli seus textos diariamente para acalmar a alma e num belo dia, procurando por páginas que abordam o tema, encontrei o perfil da Solange e escrevi pra ela. Aos prantos pois estava a beira de um ataque de nervos! Disse o quanto seus textos me ajudavam e ela me indicou a alguns grupos como esse aqui. 
Solange, você salvou minha vida! 
Aqui encontrei pessoas maravilhosas e fortes que me deram um pouco de sua energia e me mantiveram firme na batalha!
No meio da minha batalha, tive um quadro de depressão muito forte e precisei de acompanhamento médico.
Com muito orgulho digo que acabo de voltar de uma viagem internacional que mexeu demais com meu psicológico e resisti bravamente ao cigarro. Fiquei 10 dias sem o remédio (sob orientação médica) e não senti diferença! 
Aos que estão começando, deixo aqui minha força! Não desistam! 

SPH"

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

I'm okay!




I know, I know... Abandonei vcs! 
Mas não foi por mau, juro! Comecei esse blog com o intuito de desabafar as dores de largar um vício maledeto e como toda rehab, as primeiras semanas são as piores. Muitas crises, muitas dores, muitos efeitos colaterais... Mas com o tempo elas vão diminuindo. E automaticamente a necessidade de desabafar também diminui.
Daqui dois dias comemoro, com muito orgulho, 3 meses sem cigarro.
As crises de abstinência quase não incomodam mais e quando aparecem, fica cada vez mais fácil de lidar com elas!
Hoje fui a minha última consulta com o psiquiatra. Tive alta do tratamento do tabagismo. Demais!
Agora vou cuidar da minha ansiedade, isoladamente, sem considerar que a abstinência seja um dos fatores que fazem de mim uma pessoa ansiosa! 
Ele diminuiu a minha dose do Bup. Agora tomarei 1 comprimido por dia. E em dezembro retornarei ao consultório para começar essa nova etapa!
Não pretendo abandoar ou excluir o blog pois sei que de alguma forma tenho conseguido ajudar algumas pessoas que estão nessa batalha.
É certo que, postarei cada vez menos. Tenham paciência e mandem suas mensagens pra mim sempre que precisarem!!
Bjos

SPH

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

As coisas começam a se acertar...

Vou começar me desculpando pela minha ausência. Meus dias têm sido muito corridos e sem muita novidade para compartilhar com vocês.

Acho que finalmente as coisas estão começando a fazer mais sentido, minhas crises de choraram praticamente não existem mais e meu namoro está melhorando a cada dia.

Vontade de fumar eu ainda tenho, bem menos do que antes mas ainda tenho e preciso me manter muito alerta para identificar a vontade chegando e já matá-la antes de se instalar.

Fora isso, tenho feito minhas caminhadas diariamente e estou amando ter fôlego para pegar ladeiras e caminhar por 1 hora e sentir que ainda aguentaria mais um pouquinho.

Tem sido muito bom receber mensagens de incentivo e perceber que de alguma forma estou ajudando pessoas que estão na mesma batalha que eu.


Vamos lá...
Boa semana!

SPH

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

"Doutor, eu acho que estou ficando louca!"





Foi assim que comecei a escrever o email para o meu psiquiatra. E acreditem, eu "aquela" semana delicinha onde todos os dias foram infernais.

Vamos lá... eu já falei sobre isso algumas vezes aqui no blog mas, nunca é demais ressaltar. O fumante vive um grande amor com o cigarro durante anos, só no meu caso, foram 14. Quantos casamentos você conhece que duraram tudo isso? Aí o fumante está lá todo pirulitão e de repente ele cai na real e descobre seu grande amor, na verdade quer acabar com ele e resolve pedir o divórcio.
Por mais que ele tenha sido o lado a pedir a separação, o processo é dolorido e lento.

Pois muito que bem, meu "divórcio" já esta com 59 dias. Me sinto uma pessoa totalmente diferente daquela que escreveu os primeiros posts. Estou mais forte, mais confiante e... mais doidona!

Tive mais um surto na TPM e adivinha pra que sobrou? Claro, para o namorado! Só que dessa vez a coisa foi séria, eu achei que meu namoro tinha ido pro ralo. Eu tive um acesso de loucura, pirei mesmo. Inventei um monte de histórias malucas na minha cabeça envolvendo até a ex dele que nem mora aqui no Brasil... fiz aquela lambança e saí tacando merda no ventilador, como diz o ditado. Não vou dar muitos detalhes pra preservar meu namorado (tadinho, pelo menos isso!). Só sei que brigamos, ele parou de falar comigo por 1 noite, não dormi nessa noite (sério, nem 1 min), chorei a noite inteira, fui trabalhar parecendo um zumbi e pensei que tinha perdido o amor da minha vida. O namorado, não o cigarro, ok?
Falei todas as merdas que uma sem noção poderia falar para um namorado... sério, passei dos limites mesmo!
O mais interessante é que a loucura dura algumas horas e depois eu volto ao normal e percebo o tamanho da cagada,
Depois de uma noite "super agradável" sem boa noite do namorado e sem pregar os olhos, minha primeira atitude foi escrever para meu psiquiatra, afinal de contas, a culpa é toda dele que deveria ter me internado e não fez!
Escrevi dizendo que estava ficando louca e que queria parar com o remédio. Ele me explicou que essas crises são comuns e que na verdade, estão acontecendo de forma reduzida (!) graças ao remédio que dá uma segurada na ansiedade e tende a dar uma acalmada. Ou seja, sem o remédio, eu já teria matado todo mundo! Porém, ele conseguiu perceber meu desespero e resolveu me atender no dia seguinte em seu consultório e resolvemos manter o remédio até minha próxima consulta, dia 20 de outubro.

Voltando ao lance com o namorado... eu mandei a resposta do médico pra ele ler e tentar me desculpar por eu ser uma completa idiota. Deu mais ou menos certo. Ele me ignorou o dia inteiro.
No final da tarde nos encontramos e para minha total surpresa (e dele também), quando eu o vi, minha reação foi abraçá-lo e chorar desesperadamente! Eu deveria ter dito alguma coisa, tentado explicar que ele era meu porto-seguro e que eu o amo demais e por isso ele está sendo meu alvo. Mas eu não consegui. Quando eu o vi, só consegui fazer oque eu venho fazendo escondido dele todos esses dias: chorei. Ele não esperava. Eu também não.
Eu estava totalmente exposta e entregue. Acho que não ter dito nada foi a melhor coisa, pois deixei que meus sentimentos transbordassem com minhas lágrimas. No final das contas, acho que eu precisava mostrar de forma explícita pra ele que minhas crises não eram propositais. Consegui mostrar pra ele o quanto me dói perder o controle as vezes e o tamanho do meu medo de perder o colo dele.

Prometi a ele e a mim mesma me policiar e identificar essas crises e tentar controlá-las.

Depois disso tudo, eu percebi uma coisa, mais um possível efeito colateral do BUP. Ele esta alterando meu ciclo menstrual, Li na bula que isso pode ocorrer.
Resumindo: eu fico apenas 1 semana no mês sem menstruar. O resto dos dias, fico com uma borra escura e fraca que só aparece quando eu uso o papel higiênico.
Na segunda-feira vou passar com a minha ginecologista só para ter certeza.
Dependendo do que ela me dizer, vou pedir ao psiquiatra para encerrar o tratamento com o remédio.
Me fez bem mas agora já está me causando muitos transtornos. Ele segura a ansiedade mas sei lá, estou com uma sensação ruim.

Notícia boa!
Conforme prometido, comecei a caminhar na volta do trabalho pra casa. Dá mais ou menos 1 hora de caminhada, todos os dias!! Estou amando!!

Bom gente, é isso.

SPH